PAPIRO AMIGO
Já que a ENQUETE sobre a liberação ou não da maconha provocou uma bela discussão,achei oportuno divulgar email que recebi da ANA sobre o assunto.
Vale ressaltar que não é necessariamente a minha opinião e que a autora NÃO é usuária :
Reprimir ou liberalizar?
O consumo de drogas ilícitas tem registado um aumento crescente nas sociedades contemporâneas e tornou-se numa das mais rentáveis actividades económicas a nível mundial, mobilizando grandes interesses internacionais tanto ao nível da produção como da comercialização.
De acordo com o mais recente relatório da Organização das Nações Unidas sobre o consumo de drogas no mundo, publicado no final de Junho, cerca de 200 milhões de pessoas, representando cerca de 5% da população mundial com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, consumiram drogas ilícitas.
É a altura ideal para mudar algumas leis. Não podemos fechar os olhos a este problema, dizendo simplesmente NÃO! A Holanda é um bom exemplo de uma nação que viu diminuir o número de toxicodependentes e o consumo de drogas duras. Tudo porque abriu as suas leis e tornou legal o consumo das drogas leves
Afinal porque condenamos o consumo deste estupefaciente quando outros, como o álcool e o tabaco (proibido agora na maioria dos países da EU, ou melhor, proibido fumar em público) aplaudimos? Porque consentimos em sociedade ver um alcoolizado? E os alcoólatras são em grande número – e não pensem que só atinge as classes mais baixas. Quantos alta e média alta não bebem a sua bebida branca pela manhã? E não está provado que o consumo de um charrito em festas, de vez em quando, leve ao consumo de drogas pesadas.
Não podemos fechar os olhos a este e a outros temas da sociedade. Cada vez é mais corrente ouvir pessoas de todas as idades, em particular os jovens, a falar acerca desta temática: de um lado encontramos os defensores de uma sociedade livre de escolher, do outro lado visões algo conservadoras que sustentam a opinião de que é mais simples proibir a explicar, consciencializar e alertar os potenciais consumidores (e falo maioritariamente pelos jovens) para os efeitos nocivos para a saúde que estas substâncias podem provocar a médio e longo prazo.
Ainda existe outro grupo: o dos infundados. Aquele grupo de pessoas que são inertes, indiferentes a esta discussão porque julgam que os problemas da sociedade não são da preocupação de todos ou ainda por falta (voluntária ou involuntária) de informação.
Não basta termos liberdade de voto político. É necessário participarmos na sociedade, nem que seja num pequeno núcleo. É necessária a abertura de discussão sobre eutanásia, drogas (leves e duras), aborto…e outras.
Eu não sou indiferente. E mesmo correndo o risco de ser duramente criticada, assumo-me como uma defensora ao consumo de drogas leves. Não significa que a consuma, mas sim de sermos livres para escolher mediante a informação – e formação – de que dispomos.
Estamos em pleno Séc. XXI. Proibir não é a solução – mas é mais fácil - para os problemas do mundo. Infelizmente ainda existem muitos assuntos tabus.
Muita gente não sabe mas a cannabis (maconha) causa menos dependência física que o álcool ou o tabaco --à normalmente aceites pela sociedade (comprovado pela OMS).
O negócio ilegal da droga rende milhões em todo o mundo. Se a venda e consumo de drogas leves fossem democratizados e liberalizados, esse comércio não renderia tanto aos mais poderosos e principalmente às grandes organizações criminosas internacionais intimamente ligadas à máfia que lideram e monopolizam o mercado em termos de por exemplo estupefacientes. Como as drogas leves são proibidas, o consumidor fica nas mãos de criminosos, de gente sem escrúpulos que vai introduzindo drogas mais pesadas e maltratando um consumidor que possivelmente se drogas como a cannabis fossem de venda livre não passaria disso.
"Não vale a pena dizer que não, só porque não. Há que educar! "



Ontem pela manhã ele participou do programa MAIS VOCÊ e,ao contrário do que se imaginava,não se tocou no assunto "travestis". Tenho convicção de que foi uma exigência sua para ser entrevistado.
Pelo jeito ele pegou mesmo o jeito do circuito na Turquia.
Ouvindo o tema do filme O DIABO VESTE PRADA